Por André Luiz, professor do IFPI, em Floriano/PI

Olá car@ leitor(a), hoje viemos discutir um pouco sobre o posicionamento político das nossas lideranças de esquerda em relação à “Contra-reforma” da Previdência, externando por meio deste espaço a perplexidade dos militantes e movimentos de esquerda do Piauí diante da divergência de posicionamentos em relação à essa temática.

Antes de iniciar nossa fala, gostaríamos de pedir licença à(o) leitor(a) para registrar que nosso Deputado Federal é Merlong Solano. Professor como nós, Merlong é um dos mais importantes quadros do Partido dos Trabalhadores. Pela sua História de luta, atualmente nosso deputado representa uma das reservas morais do nosso partido. Inclusive, aproveito o espaço para registrar minha preocupação com a saída do prof. Merlong da Câmara Federal para uma pasta do Governo do Piauí.  Quero externar que este fato não foi um gol contra (-1), mas sim uma cesta de Basquete contra (-2), pois, além de perdermos no Congresso uma voz altiva e ativa na defesa de nossas bandeiras, de quebra ressuscitamos um dinossauro.

Dito isto, iniciaremos nossa discussão externando a perplexidade diante do protagonismo assumido pelo nosso Governador Wellington Dias diante dos debates da reforma da previdência. O governador, embora criticando pontos da reforma proposta pelo governo Bolsonaro, tenta articular a inserção de Estados e Municípios neste projeto de ataque aos trabalhadores.

Diante das investidas do Mercado nas ações governamentais pós-golpe, a citar a reforma trabalhista que, pasmem, conseguiu “reduzir” de 4,5 milhões para quase 15 milhões o número de desempregados do nosso país, a lei do teto de gastos e a ofensiva de privatizações que têm o objetivo de entregar ao capital estrangeiro nosso patrimônio, o que esperamos dos representantes que elegemos é o mínimo de comprometimento e luta contra qualquer ofensiva aos nossos direitos historicamente conquistados.

Meu saudoso padrinho me dizia que somente nos tempos de crise é que a saudade das pessoas importantes aflora. Pois bem, em tempos de saudades de Trindade, ainda bem que temos Assis Carvalho. Não bastasse a altivez e coragem de defender a estratégia eleitoral (2018) do Partidos dos Trabalhadores contra a proposta “entreguista” de Deus sabe quem, trabalho este que culminou na garantia de nossa vice-governadora e do aumento de três para cinco deputados estaduais em nossa bancada (que poderiam ser oito se tivéssemos feito chapa pura), o Deputado Assis, se posicionando de forma dura e firme contra a proposta de contra-reforma da previdência,  honra mais uma vez a História e as bandeiras de luta do PT.

Convenhamos, não dá par defender a ideia de um estado endividado quando se olha para um parlamento em que de trinta parlamentares, vinte e sete são “deputados da base” de um governo de esquerda. Parafraseando nosso presidente: “ Tem que diminuir isso daí, Taok!”. Antes de falar que essa reforma é importante, esperamos minimamente de nossos representantes a postura de exigir a cobrança dos débitos dos maiores devedores da previdência, além da construção e execução de uma agenda de retomada do crescimento econômico por parte do governo federal e que deve ser acompanhado pelos governos estaduais e municipais.

Finalizamos desejando vinda longa ao Deputado Assis Carvalho.

Em se tratando de reforma da previdência, se no Piauí tiver dois PTs, nós já escolhemos o nosso.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiauí

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